Criança de 3 anos morre com sinais de trauma e caso mobiliza Polícia Militar em Planaltina de Goiás
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Criança de 3 anos morre em UPA com sinais de trauma e caso é investigado em Planaltina de Goiás

🕒 Atualizado em: 30 de setembro de 2026 às 13:00

Menino chegou à UPA em parada cardiorrespiratória; médicos identificaram múltiplos sinais de trauma e acionaram a Polícia Militar.

PLANALTINA DE GOIÁS — Uma criança de 3 anos morreu na noite deste domingo após ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Jardim Paquetá, em Planaltina de Goiás. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar e passou a ser acompanhado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do município.

A ocorrência foi registrada por volta das 19h40, quando uma equipe do 21º Batalhão da Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações para averiguar uma possível morte violenta na unidade de saúde.

Criança chegou à UPA em parada cardiorrespiratória

Segundo informações repassadas pelos médicos plantonistas aos policiais, a criança chegou à UPA inconsciente, sem pulso e em parada cardiorrespiratória.

A equipe médica realizou os procedimentos de reanimação indicados para a situação, mas não conseguiu reverter o quadro. A morte foi constatada na unidade.

Durante o atendimento, os profissionais de saúde identificaram múltiplos sinais de trauma no corpo da criança. A situação levantou suspeita sobre as circunstâncias da morte e levou ao acionamento da Polícia Militar.

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Mãe e padrasto prestaram informações aos policiais

A mãe da criança, de 26 anos, informou aos policiais que desconhecia a origem das lesões. Segundo o relato apresentado à equipe, ela não teria percebido ferimentos no filho quando saiu de casa.

O padrasto, também de 26 anos, relatou aos policiais que havia permanecido sozinho com a criança.

Segundo a versão apresentada por ele, durante o almoço o menino teria apresentado episódios de vômito. Naquele momento, afirmou não ter considerado necessário procurar atendimento médico.

Ainda conforme o relato, o homem teria dado banho na criança e a colocado deitada em uma cama. Algum tempo depois, teria percebido que o menino não apresentava sinais vitais.

O padrasto afirmou que colocou a criança no veículo e seguiu para a UPA. Questionado pelos policiais sobre os sinais de trauma observados pelos médicos, declarou desconhecer a origem das lesões.

Caso será investigado pela Polícia Civil

Diante das circunstâncias apresentadas, dos sinais de trauma identificados pela equipe médica e da necessidade de esclarecer a origem das lesões, a Polícia Militar conduziu a mãe e o padrasto para apresentação à autoridade policial.

O caso passou a ser acompanhado pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Planaltina de Goiás.

Até o momento, as circunstâncias que provocaram as lesões e a causa da morte ainda precisam ser esclarecidas pela investigação. Os relatos apresentados à Polícia Militar serão analisados pelas autoridades responsáveis, juntamente com os demais elementos que forem reunidos durante a apuração.

A investigação deverá buscar esclarecer o que aconteceu antes da criança ser levada à unidade de saúde e determinar, por meio dos procedimentos legais e periciais, as circunstâncias da morte.

A defesa dos acusados não foi encontrada para comentar sobre o caso.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL SOBRE O CASO

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS

A Polícia Civil do Estado de Goiás informa que a ocorrência envolvendo a morte de uma criança de 3 anos de idade, registrada em 28 de setembro de 2026, em Planaltina/GO, foi apresentada na Central de Flagrantes de Planaltina/GO.

Após a análise das versões apresentadas e dos elementos inicialmente apurados, o padrasto da vítima, que a conduziu à Unidade de Saúde, foi preso em flagrante delito pela prática, em tese, do crime de homicídio.

O caso segue sob investigação pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Planaltina/GO, que realiza as diligências necessárias e aguarda a conclusão dos exames periciais requisitados para o esclarecimento das circunstâncias do fato.

Os laudos periciais ainda não foram concluídos, razão pela qual não é possível, neste momento, fornecer informações conclusivas acerca da dinâmica e das circunstâncias da morte.

Considerando que o caso tramita sob segredo de justiça, estas são as informações que podem ser disponibilizadas pela Polícia Civil neste momento.

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