Interdição do aeródromo de Formosa após fiscalização da ANAC.
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ANAC proíbe pousos no aeródromo de Formosa e aponta falhas na pista e na segurança

🕒 Atualizado em: 27 de outubro de 2026 às 11:11

Interdição cautelar por tempo indeterminado foi motivada por problemas no cercamento, deterioração do pavimento e presença de objetos na área operacional; medida afeta pilotos e operadores locais.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou a interdição cautelar para pousos no Aeródromo Público de Formosa, em Goiás, após identificar falhas relacionadas à infraestrutura e à segurança operacional. A restrição tem prazo indeterminado e permanecerá em vigor até que as irregularidades apontadas sejam corrigidas, conforme os atos administrativos citados no processo.

A medida consta do Parecer Técnico nº 39/2026/CGRV/GTFS/GFIC/SIA, da Decisão Cautelar nº 7/2026 e da Portaria nº 20.235/2026. O aeródromo é identificado pelo código CIAD GO0014 e pelo código OACI SWFR.

De acordo com as informações apresentadas sobre a fiscalização, a inspeção identificou problemas no cercamento da área operacional, deterioração do pavimento da pista e presença de objetos que podem comprometer a segurança das operações aéreas.

A administração e a exploração do aeródromo são atribuídas à Prefeitura de Formosa, conforme o Convênio nº 97/2013, firmado com a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC-PR).

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Quais operações estão permitidas durante a interdição?

Conforme as condições informadas para a medida cautelar, os pousos estão proibidos, enquanto determinadas operações permanecem autorizadas, observadas as exigências aplicáveis.

Entre as exceções estão as decolagens destinadas à retirada de aeronaves que já se encontram estacionadas no local e operações de emergência médica ou de transporte de valores, estas mediante coordenação prévia.

A restrição não tem prazo definido para terminar. A retomada dos pousos depende da correção das irregularidades e do atendimento às exigências estabelecidas pela autoridade aeronáutica.

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ANAC aponta falhas no cercamento e acesso à área operacional

O Relatório de Inspeção nº 050P/GFIC-SIA/2026 teria identificado deficiências no cercamento patrimonial e operacional do aeródromo, incluindo mourões caídos, trechos de cerca danificados e pontos vulneráveis à entrada de pessoas.

Também foram relatados problemas relacionados ao controle de acesso, à circulação de animais na área da pista e à presença de veículos sem finalidade operacional na área de manobras.

Essas condições comprometem o controle da área operacional e podem aumentar os riscos para aeronaves, profissionais e demais pessoas que circulam no local.

As falhas foram relacionadas, no material técnico citado, aos requisitos aplicáveis dos Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil (RBAC) nº 153 e nº 107.

Pavimento deteriorado e objetos na pista aumentam os riscos

Outro ponto destacado na fiscalização é o estado de conservação do pavimento da pista de pouso e decolagem.

Entre os problemas descritos estão desgaste superficial, desagregação do asfalto, trincas e afundamentos localizados. O relatório também registra a presença de materiais como pedriscos, pedras, parafusos, pregos, arruelas, pedaços de arame farpado e componentes metálicos parcialmente expostos.

Esses materiais são classificados como objetos estranhos potencialmente perigosos à operação de aeronaves, conhecidos pela sigla FOD (Foreign Object Debris).

A presença desses elementos pode provocar danos aos pneus, às hélices e à estrutura das aeronaves, além de representar risco de ingestão de objetos por motores, dependendo do tipo de aeronave e das condições da operação.

Problemas já haviam sido acompanhados em anos anteriores

Segundo o histórico descrito no material técnico, deficiências no aeródromo já haviam sido objeto de acompanhamento em processos anteriores, nos anos de 2018, 2022 e 2024.

A fiscalização realizada em 2026 teria identificado a persistência e o agravamento de problemas. Também foi apontada a ausência de registros ou evidências suficientes de rotinas de manutenção.

Esse histórico levanta questionamentos sobre as medidas adotadas ao longo dos anos para conservar a infraestrutura e atender às exigências de segurança operacional.

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Pilotos e operadores relatam transtornos e prejuízos

A interdição também provocou preocupação entre pilotos e operadores que utilizam o aeródromo de Formosa.

Relatos atribuídos a usuários apontam que proprietários de hangares e operadores locais teriam assumido, em diferentes momentos, despesas com serviços básicos, como roçagem, pintura de sinalização e reparos no cercamento.

Os usuários também relatam surpresa com a restrição. Segundo esses relatos, pilotos que estavam em voo ou fora do município enfrentaram dificuldades para retornar a Formosa, precisando buscar alternativas de pouso e arcar com custos não previstos.

Os impactos concretos variam de acordo com cada operação, mas a restrição pode afetar o planejamento de voos, a logística e as atividades profissionais que dependem do aeródromo.

Interdição reacende debate sobre a gestão do aeródromo

A situação coloca em discussão a conservação de uma infraestrutura pública utilizada pela aviação geral e a responsabilidade pela manutenção das condições exigidas para a operação segura.

Além dos prejuízos relatados por pilotos e operadores, a restrição pode afetar deslocamentos de negócios e outras atividades que dependem do transporte aéreo. A dimensão desses impactos, contudo, depende do perfil de utilização do aeródromo e das alternativas disponíveis na região.

As operações de emergência médica estão entre as exceções informadas, desde que cumpridas as condições de coordenação estabelecidas. Ainda assim, é importante que os responsáveis esclareçam como essas operações devem ser organizadas durante a vigência da restrição.

Prefeitura precisa esclarecer as providências para a recuperação

Diante dos problemas apontados, é importante que a Prefeitura de Formosa esclareça quais providências pretende adotar, quais serviços serão necessários e qual é a previsão para adequar a infraestrutura às exigências da ANAC.

Também é necessário esclarecer se existe um plano de manutenção, quais medidas emergenciais serão implementadas e como será conduzido o processo para solicitar a retomada dos pousos.

A liberação das operações depende do cumprimento das exigências aplicáveis e da avaliação da autoridade aeronáutica. Até lá, pilotos e operadores devem observar as restrições em vigor e buscar informações oficiais antes de planejar qualquer operação no local.

O DI GOIÁS e DF considera fundamental que a administração municipal apresente informações transparentes sobre as medidas de recuperação, os prazos previstos e as condições necessárias para que o aeródromo volte a receber pousos com segurança.

O DI GOIÁS e DF entrou em contato com a prefeita Simone Ribeiro e apurou que a administração municipal já está ciente da proibição de pousos no aeródromo de Formosa e busca soluções para os problemas apontados pela ANAC. A expectativa é que sejam adotadas as providências necessárias para corrigir as irregularidades e viabilizar a retomada das operações, respeitando as exigências da autoridade aeronáutica.

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