Operação Rota da PCDF contra agiotagem em Planaltina e Formosa.
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PCDF deflagra operação contra suspeitos de agiotagem e cobrança de dívidas com ameaças em Planaltina e Formosa

🕒 Atualizado em: 21 de setembro de 2026 às 10:02

Operação Rota investiga grupo suspeito de emprestar dinheiro com juros superiores a 20%, ameaçar devedores e utilizar armas de fogo nas cobranças; ação também apura possível lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (21/9), a Operação Rota, para investigar um grupo suspeito de envolvimento com agiotagem, extorsão mediante grave ameaça e possível lavagem de dinheiro.

A ação é coordenada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e conta com a participação de aproximadamente 60 policiais. Foram expedidos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Informações divulgadas nesta segunda-feira apontam três prisões preventivas.

As investigações atingem localidades como Planaltina (DF), Formosa e Goiânia (GO), além de Formoso e Buritis (MG).

Investigação aponta empréstimos com juros superiores a 20%

Segundo as informações divulgadas pela polícia, os investigados teriam concedido empréstimos com juros superiores a 20%.

Quando os devedores não conseguiam cumprir os pagamentos, o grupo teria utilizado ameaças e intimidações para realizar as cobranças. A investigação também identificou referências ao possível uso de armas de fogo durante esse processo.

A apuração indica ainda que o grupo teria uma estrutura organizada, com divisão de funções relacionadas ao financiamento, administração, controle de pagamentos e realização das cobranças.

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Vítimas teriam perdido veículos e até estabelecimento comercial

Um dos pontos que chamam atenção na investigação é o relato de que vítimas teriam perdido bens utilizados como forma de garantir o pagamento das dívidas.

Entre os bens citados estão veículos, motocicletas, pertences pessoais e até um estabelecimento comercial.

Em um dos casos investigados, uma estética automotiva teria sido tomada pelo grupo como forma de garantir o pagamento de uma dívida.

As informações ainda fazem parte de uma investigação policial, e os suspeitos são considerados investigados até eventual decisão judicial definitiva.

Polícia investiga possível lavagem de dinheiro

Além da suposta prática de agiotagem e das cobranças com ameaças, a 16ª DP também apura se os envolvidos utilizavam empresas para ocultar ou dar aparência legal aos recursos obtidos com o esquema.

Durante a investigação, foram identificadas comunicações de operações financeiras consideradas suspeitas e encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

De acordo com informações divulgadas sobre a Operação Rota, a análise financeira identificou aproximadamente R$ 5,7 milhões em movimentações entre integrantes do grupo e transações que, em tese, não seriam compatíveis com a capacidade financeira declarada por alguns investigados. A Justiça autorizou medidas de bloqueio patrimonial e restrições sobre bens.

Operação mira patrimônio dos investigados

Além das prisões e buscas, a operação prevê medidas para atingir o patrimônio que possa estar relacionado às atividades investigadas.

Entre as determinações judiciais estão o bloqueio de valores, restrições sobre veículos e a indisponibilidade de imóvel.

Também foi autorizado o acesso a dados de dispositivos eletrônicos apreendidos, que poderão auxiliar os investigadores na identificação de outras pessoas envolvidas, possíveis vítimas e novas movimentações financeiras.

Ação envolve DF, Goiás e Minas Gerais

A operação conta com o apoio da Divisão de Operações Especiais e de equipes policiais de diferentes localidades.

As diligências alcançam Planaltina, no Distrito Federal; Formosa e Goiânia, em Goiás; e Formoso e Buritis, em Minas Gerais.

A investigação também tem relação com elementos encontrados durante a Operação Backdoor, realizada pela PCDF em 2025. Segundo informações divulgadas pela corporação, a análise de um celular apreendido naquela investigação levou os policiais a identificar indícios de uma estrutura organizada ligada à concessão de empréstimos e cobrança de dívidas.

Investigação continua

A Operação Rota permanece em andamento e, segundo as informações divulgadas, a polícia busca identificar novas vítimas, dimensionar o patrimônio movimentado e esclarecer a participação individual dos investigados.

As suspeitas de agiotagem, extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro ainda serão submetidas à análise do Poder Judiciário. Os investigados têm direito à presunção de inocência e à ampla defesa. A defesa dos acusados não foi encontrada.

O Di Goiás & DF acompanha o caso e poderá atualizar esta matéria caso a Polícia Civil do Distrito Federal divulgue novas informações sobre a operação.

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