Polícia Civil indicia três investigados por quádruplo homicídio no Parque Lago, em Formosa
🕒 Atualizado em: 13 de outubro de 2026 às 15:02
Inquérito concluído aponta emboscada, disputa por dívidas e atuação de grupo armado; investigação também recuperou imagens de câmeras de segurança que teriam sido apagadas.
A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito policial sobre o quádruplo homicídio ocorrido no Parque Lago, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, e indiciou três investigados por quatro homicídios triplamente qualificados, associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de uso restrito.
O trabalho foi conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), vinculado à 11ª Delegacia Regional de Polícia de Formosa. Segundo a corporação, as investigações apontaram que as vítimas teriam sido atraídas ao local sob o pretexto de resolver uma questão financeira e recuperar um veículo que estaria retido.
Ao chegarem ao endereço, elas teriam sido surpreendidas por uma emboscada e atingidas por diversos disparos de armas de fogo, sem possibilidade de defesa, conforme a investigação policial.
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Disputa financeira é apontada como possível motivação
De acordo com a Polícia Civil, as apurações indicaram que o crime estaria relacionado a disputas financeiras, dívidas e cobranças decorrentes de agiotagem, supostamente praticadas pelo grupo investigado e por terceiros.
A investigação também apontou a existência de uma associação criminosa armada que, segundo a corporação, atuaria de forma estável e permanente, com divisão de funções entre os integrantes.
Conforme o inquérito, o grupo seria suspeito de envolvimento em cobranças violentas, ameaças e extorsões na região de Formosa e São João d’Aliança.
As conclusões divulgadas pela Polícia Civil correspondem aos elementos reunidos durante a investigação. A responsabilidade criminal dos indiciados deverá ser examinada pelo Poder Judiciário, respeitado o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Perícia recupera imagens de câmeras de segurança
Um dos pontos destacados pela Polícia Civil é a recuperação de imagens de câmeras de segurança instaladas na residência de um dos investigados, localizada em frente ao endereço onde ocorreu o quádruplo homicídio.
Segundo a corporação, existem indícios de que as gravações tenham sido apagadas deliberadamente. A circunstância também será objeto de apuração.
O material recuperado permanece sob análise pericial e poderá ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias da participação dos envolvidos.
A divulgação não detalha o conteúdo das imagens nem informa se elas já permitiram confirmar a atuação individual de cada investigado.
Armas, munições e acessórios foram apreendidos
Durante as diligências relacionadas ao caso e o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontrados, nas residências dos investigados, armas de fogo, munições e acessórios, incluindo supressores de ruído, conhecidos popularmente como silenciadores.
De acordo com a Polícia Civil, a consulta aos órgãos competentes indicou a ausência de registro ou autorização para os acessórios apreendidos, cuja situação foi verificada junto à Polícia Federal.
A apreensão integra o conjunto de elementos reunidos no inquérito, que também apura a atuação do grupo e os possíveis crimes relacionados à posse de materiais de uso restrito.
Polícia pede manutenção das prisões preventivas
Ao concluir o inquérito, a autoridade policial representou pela manutenção das prisões preventivas dos três indiciados, fundamentando o pedido na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.
A Polícia Civil também informou que encaminhou ofício à Polícia Federal para a adoção das providências administrativas cabíveis em relação aos registros de armas de fogo vinculados aos envolvidos.
O inquérito foi concluído e remetido ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis. Segundo a corporação, outras diligências continuam em andamento para esclarecer todos os desdobramentos do caso.
O indiciamento representa a conclusão da etapa investigativa policial, mas não equivale a uma condenação. Caberá ao Ministério Público avaliar as medidas de sua competência e à Justiça decidir sobre a eventual responsabilização criminal dos investigados.
Com informações da Polícia Civil do Estado de Goiás
Defesa dos investigados
A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos investigados para que pudesse se manifestar sobre as conclusões do inquérito policial. O espaço permanece aberto para manifestações.
DI GOIÁS & DF — A serviço da informação.
