Operação conjunta combate garimpo ilegal no Território Kalunga e inutiliza estrutura no Rio Paranã
🕒 Atualizado em: 2 de outubro de 2026 às 17:05
Ação da Polícia Civil e Polícia Militar de Goiás ocorreu na região de Cavalcante após solicitação do Ministério Público; segundo as forças de segurança, policiais foram alvo de disparos durante a aproximação.
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás (PCGO) e a Polícia Militar de Goiás (PMGO) resultou na localização e inutilização de uma estrutura clandestina utilizada, segundo as forças de segurança, para a extração irregular de ouro no Rio Paranã, nas proximidades da Comunidade Riachão, no município de Cavalcante, dentro do Território Quilombola Kalunga.
A ação contou com equipes da 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Formosa, do Comando de Operações de Caça (COC) e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMOA). Os trabalhos foram realizados após uma solicitação de apoio do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).
Segundo as informações divulgadas pelas forças policiais, levantamentos de inteligência, investigação e diligências realizadas em uma região extensa e de difícil acesso permitiram localizar a estrutura que estaria sendo utilizada na atividade de exploração mineral.
Policiais teriam sido alvo de disparos
Durante a aproximação das equipes policiais, quatro suspeitos teriam efetuado disparos de arma de fogo contra os agentes, conforme informado pela Polícia Civil e pela Polícia Militar.
Ainda segundo o relato oficial, os policiais reagiram com o objetivo de repelir a agressão. Os suspeitos teriam fugido do local e, até a divulgação das informações, permaneciam sendo procurados e identificados pelas equipes responsáveis pela investigação.
Não foram divulgadas informações sobre policiais feridos durante a ocorrência.
Estrutura de garimpo foi inutilizada
Durante a operação, os agentes localizaram uma estrutura montada para a atividade de extração mineral.
De acordo com o balanço divulgado pelas forças de segurança, foram inutilizados:
- Uma balsa de extração mineral;
- Uma embarcação de apoio;
- Um acampamento utilizado na atividade clandestina;
- Estruturas empregadas na exploração mineral.
A ação teve como objetivo impedir a continuidade da atividade apontada como irregular na região.
Área não teria autorização para exploração mineral
Ainda conforme as informações oficiais, os levantamentos realizados durante a operação não identificaram título minerário válido ou licença ambiental que autorizasse a exploração mineral no ponto onde a estrutura foi encontrada.
O requerimento de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) relacionado à área, segundo as forças policiais, havia sido indeferido pela Agência Nacional de Mineração (ANM) em setembro de 2022.
A informação será considerada no curso das investigações que buscam esclarecer a atuação dos envolvidos e eventual responsabilidade pela exploração mineral na área.
Investigação continua
O delegado regional José Antônio Machado Sena, da 11ª DRP de Formosa, e o tenente-coronel Sena, comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, destacaram a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança, especialmente em uma região de difícil acesso.
A investigação deverá avançar na identificação dos envolvidos na atividade e dos suspeitos que, segundo o relato policial, teriam efetuado disparos contra as equipes durante a operação.
A ação também reforça a atuação das forças de segurança no combate à exploração mineral sem autorização e na proteção de áreas ambientalmente e culturalmente relevantes.
Di Goiás & DF — A serviço da informação.
