Acidente ocorreu durante a madrugada no Setor Nordeste; vítima foi socorrida pelo SAMU e levada ao Hospital Estadual
Formosa (GO) – Um condutor de 45 anos ficou ferido após se envolver em um acidente de trânsito causado por um animal solto na via pública, na madrugada desta segunda-feira, na Avenida Ferroviária E, no Setor Nordeste, em Formosa.
A Polícia Militar foi acionada via COPOM para atender inicialmente a uma ocorrência de possível agressão. No entanto, ao chegar ao local, a equipe constatou que se tratava, na verdade, de uma colisão entre um veículo e um cavalo que atravessou repentinamente a pista.
De acordo com o relato da vítima, ele trafegava normalmente pela avenida quando o animal surgiu de forma inesperada, impossibilitando qualquer manobra defensiva e resultando no impacto. O homem foi encontrado sentado na calçada, com ferimentos na cabeça.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou os primeiros socorros e encaminhou o condutor ao Hospital Estadual de Formosa, onde passou por avaliação médica.
O animal envolvido no acidente não foi localizado, assim como seu possível proprietário. O veículo, uma Saveiro, permaneceu estacionado em local seguro, ficando sob responsabilidade do dono, que informou que providenciaria a retirada posteriormente.
Casos como este reacendem o alerta sobre os riscos provocados por animais soltos em vias urbanas, colocando em perigo motoristas e pedestres.
Animais nas ruas – um problema que não pode mais ser ignorado
Opinião do Editor
A presença constante de animais soltos nas ruas da cidade, sejam eles de grande ou pequeno porte, deixou de ser apenas uma cena comum do cotidiano para se tornar um grave problema de segurança, saúde pública e bem-estar animal. Cavalos, vacas, cães e gatos circulam livremente por vias movimentadas, bairros residenciais e até áreas centrais, expondo riscos que recaem sobre toda a população.
No caso dos animais de grande porte, o perigo é imediato e visível. Acidentes envolvendo cavalos e bovinos em rodovias urbanas e avenidas já causaram feridos, prejuízos materiais e, em situações mais graves, perdas de vidas. A responsabilidade desses animais não pode ser ignorada, tampouco transferida ao acaso. A omissão custa caro — e quase sempre é o cidadão quem paga a conta.
Já os animais de pequeno porte, como cães e gatos abandonados, enfrentam uma realidade cruel. Além de sofrerem com fome, doenças e maus-tratos, tornam-se vetores potenciais de zoonoses, impactando diretamente a saúde pública. O abandono não é apenas um ato de crueldade; é também uma infração moral e social que reflete a falta de políticas efetivas e de consciência coletiva.
É preciso dizer com clareza: esse não é um problema apenas dos protetores independentes ou das organizações voluntárias. Trata-se de uma questão que exige ação firme do poder público, com fiscalização, políticas de recolhimento responsável, campanhas de castração, educação ambiental e punição para os responsáveis pelo abandono ou negligência.
A cidade não pode continuar normalizando o caos. Ruas não são pastos, nem abrigos improvisados. Cuidar dos animais é, antes de tudo, cuidar das pessoas. Ignorar essa realidade é aceitar o risco, a desordem e o sofrimento como parte da paisagem urbana — algo que não pode mais ser tolerado.